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VOCÊ É UM COMEDOR EMOCIONAL?

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Quantas vezes você já ouviu ou falou expressões como: “Eu como quando estou sob estresse!” “Eu como quando estou ansioso!”? Você pode não reconhecer esses sinais, mas o comportamento de comer sem estar com fome pode muitas vezes ser chamado de “comer emocional”. É verdade que, ocasionalmente, você recorre à comida para certo conforto ou recompensa, mesmo não apresentando uma fraqueza ou compulsão por comida. Esta não é verdadeiramente uma reação emocional e geralmente estes episódios não têm consequências sobre o seu peso ou sua saúde. Você provavelmente lembrará deste momento como uma situação engraçada e/ou interessante para contar aos seus amigos. O problema surge quando comer se torna um mecanismo de enfrentamento emocional primário sempre que você está estressado. Quando isso acontece, o indivíduo entra em um círculo vicioso, do comedor emocional, que inclui uma fase emocional caracterizada por tristeza, medo, raiva, solidão, tédio e/ou incerteza. E, comer, sentir vergonha, depressão, frustração são etapas que seguem esta fase inicial. Você pode ficar preso neste círculo não saudável sem abordar o problema emocional real e o porquê da compulsão alimentar estar acontecendo.

Se você acha que está cada vez mais difícil controlar seu peso e lidar com sua ansiedade, então é hora de fazer uma pausa e avaliar a sua relação entre sua alimentação e seus sentimentos. Você provavelmente vai perceber que você está comendo para preencher suas necessidades emocionais ao invés de satisfazer a sua fome fisiológica ou apetite. Não há uma explicação clara para a origem do comer emocional, mas este pode ter origem durante a infância e nos padrões alimentares durante este período. As mães costumam usar a mamadeira para acalmar o bebê e fazê-lo parar de chorar, por isso, desde cedo nós associamos a alimentação com conforto. Sabe-se que as principais causas de desconforto em bebês são sede, fraldas molhadas ou ambientes quentes, mas sem tentar corrigir a causa real, as mães recorrem a mamadeira para amenizar uma situação.

Mas, como posso saber se eu sou um “comedor emocional”? Isto pode ser complicado, mas aqui estão algumas dicas importantes que podem te ajudar a distinguir entre fome emocional e fisiológica, bem como atividades alternativas para substituir o comer emocional. Perceber que você está passando por essa situação, pode ser o primeiro passo para libertar-se deste círculo vicioso.

  1. Se você percebe que está tendo desejos por doces, como sorvete por exemplo, e sente que nada mais irá lhe satisfazer. É claro que esta vontade pode estar associada a alterações na glicemia ou insulina, mas de qualquer forma será melhor comer alimentos saudáveis como nozes, frutas ou figos secos, pois estes alimentos irão mantê-lo satisfeito por períodos mais longos. Você também pode tentar entreter-se com a leitura de um bom livro ou mesmo fazendo uma ligação para seu melhor amigo. Até mesmo um bom gole de água pode ajudar.
  2. Sair de casa para jantar com os amigos não é necessariamente algo ruim, mas se você costuma usar a comida como recompensa ou para celebrar qualquer ocasião ou uma boa notícia, pode ser um sinal de compulsão. Existem alternativas para o comer emocional. Você pode sair para dançar, passear, ir às compras, ou ir à manicure. Faça a sua escolha! Há muitas atividades gratificantes que você pode desfrutar sem envolver alimentos. Mime-se, deixando a comida fora de seus planos.
  3. Se você se sente ansioso, tente praticar atividades que façam com que você se mova deixando de lado as tentações alimentares. O exercício, por exemplo, é uma forma eficaz de combater a ansiedade. Atividades simples, mas gratificantes, como brincar com cachorro, conversar com um amigo, responder e-mails ou ir para a academia, podem ajudá-lo a relaxar e o manter longe de alimentos enquanto você não tem fome.
  4. Se você está entediado, a melhor opção é manter-se ocupado. Tente fazer jardinagem, reorganizar o seu armário, ou ligar para a sua mãe, com cerrteza isso irá fazê-la feliz e irá servir como recompensa para você também. Outra dica: convide um amigo para ir ao cinema, sim você pode compartilhar uma pipoca pequena, mas relaxe! Seja criativo e se divirta de forma saudável. Tenha o controle, pois o tédio não é e não pode ser o seu chefe!
  5.  Se você está triste ou deprimido. A tristeza pode afetá-lo a qualquer momento! Você pode estar um pouco deprimido (mesmo não tendo um diagnóstico clínico), mas isso não é justificativa para mergulhar em um pote de sorvete! Tudo bem chorar! Não é vergonha e às vezes faz muito bem! Você pode ir à igreja, ouvir música, praticar ioga ou meditação. Alguma dessas atividades poderá ajudar você a se sentir melhor e voltar para sua vida normal. Esqueça a geladeira por um tempo!

A mensagem que estamos tentando passar a vocês, é que a comida não é a solução para seus problemas emocionais. Isto não significa que você precise suprimir suas emoções. Isso significa que você precisa assumir o controle de suas emoções e aprender a resolver os seus problemas emocionais, sem recorrer aos alimentos. Nós convidamos você a reavaliar criticamente a sua relação com a comida. Se você perceber algum sinal de que seu emocional está ligado à sua alimentação, está na hora de introduzir algumas alterações na forma como lida com suas emoções para libertar-se do comer emocional. O alimento deve ser apreciado por seus atributos nutritivos e não como um meio para resolver (ou uma tentativa em resolver) os seus problemas emocionais.

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Dra. Montserrat Rodríguez

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