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O QUE É COLECISTITE?

colecistite
DiabeTV Brasil
Escrito por DiabeTV Brasil

A colecistite é a inflamação da vesícula biliar. A vesícula biliar é um pequeno saco em forma de pêra com uma capa de músculo que repousa abaixo do fígado. A principal função da vesícula biliar é armazenar a bílis, concentrá-la e sempre que necessário secretar-la através do canal biliar para o intestino para a digestão das gorduras. Algumas vezes se formam pedras ou cálculos biliares a partir dos sais biliares e derivados de colesterol. Estes cálculos podem ser tão pequenos como um grão de areia, mas em alguns casos, podem torna-se tão grandes quanto a própria vesícula biliar.

Adicionalmente, estes cálculos podem migrar através do ducto biliar, causando assim complicações. A colecistite refere-se especificamente às pedras que aparecem na vesícula biliar e que levam a uma condição inflamatória aguda, na qual a bílis se mantém retida na vesícula. Como resultado, desenvolve-se uma infecção causada por microrganismos intestinais. Quando a pedra migra para o canal biliar, a condição é referida como coledocolitíase.

As pedras ou cálculos crescem na vesícula, podendo ser pequenos como um grão de areia ou tão grandes quanto uma bola de golfe. A composição destes cálculos varia de acordo com idade, dieta e etnia. Existem três tipos principais de pedras; As pedras de colesterol tendem a ter uma cor amarelada com toques verde escuro, marrom ou branco. Estas pedras têm uma forma oval e 70% delas são compostas de colesterol. Depois nós temos as pedras com pigmento negro, pequenas e muito escuras, compostas principalmente de bilirrubina e de cálcio com apenas 20% de colesterol. Finalmente temos as pedras misturadas, elas são uma combinação de colesterol, entre 20 a 80%, e de cálcio. Este mesmo mineral torna este tipo de pedras visíveis com raios-x.

Médicos e pesquisadores não foram capazes de estabelecer um vínculo direto entre colecistite e diabetes. Mas a incidência dessa condição entre as pessoas com diabetes é maior quando comparados com indivíduos não-diabéticos. Existem algumas teorias sobre esta incidência, a primeira delas é de que a maioria das pessoas com diabetes apresentam tendência a ter excesso de peso e este é um fator de risco para a formação de cálculos. Além disso, as pessoas com diabetes têm níveis mais elevados de triglicerídeos, outro fator de alto risco para cálculos biliares.

A segunda teoria é baseada na neuropatia autonômica, ou seja, esta se refere aos danos que ocorrem com os nervos involuntários que controlam os movimentos intestinais e da vesícula biliar. De acordo com esta teoria, os danos aos nervos não permitem que a vesícula biliar esvazie de forma adequada e, com o acúmulo de bílis ao longo do tempo, as pedras são formadas. Pesquisas realizadas em ratos mostraram que a presença de uma proteína associada ao diabetes aumenta a quantidade de colesterol que entra na bílis; e, suspeita-se que isso possa aumentar a formação de pedras.

É importante reconhecer os sintomas associados ao surgimento de cálculos biliares para que sejam detectados e tratados precocemente, evitando muitas complicações. É necessário salientar que, nem todos os cálculos biliares geram sintomas, mas quando o fazem, aparecem como um ataque repentino. Muitas vezes, estes ataques ocorrem após uma grande refeição gordurosa. Alguns dos sintomas incluem dor no abdômen na parte superior direita que, podem durar várias horas ou dor entre as omoplatas ou sob o ombro direito. Esta dor abdominal é centrada no lado direito, piora depois de comer e, finalmente, surgem náuseas sem explicação, vômitos ou febre.

Pessoas com diabetes apresentam maior risco de colecistite e a melhor maneira de impedir a sua ocorrência é ter um estilo de vida ativo e manter uma dieta equilibrada. Se você esta apresentando os sintomas mencionados acima, marque uma consulta com o seu médico. Muitas vezes as complicações podem gerar uma consulta de emergência. Você sofre de colecistite? Sinta-se a vontade para compartilhar conosco suas experiências nos comentário abaixo!

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