Controle do Peso Diabetes tipo 1 Diabetes tipo 2 Estilo de Vida EXERCÍCIO SAÚDE

EVITE AS DOENÇAS RELACIONADAS AO ESTILO DE VIDA

Edison Marchand
Escrito por Edison Marchand

Em educação física, a aptidão física para a saúde é baseada em avaliações de capacidades físicas, composição corporal e controle do estresse. Todos os dados das avaliações também podem ter como referência padrões epidemiológicos e, a partir disso, classificam-se os sujeitos em níveis de aptidão.

A clínica ampliou suas áreas de competência e incorporou profissionais, conhecimento, técnicas e problemas de saúde. Dentre os profissionais que hoje trabalham com pacientes clínicos, encontram-se os educadores físicos, que utilizam os resultados das pesquisas epidemiológicas para fazerem uso no tratamento ou profilaxia de doenças mentais, assim como as crônico-degenerativas.

Acredita-se que, atendendo às necessidades individuais, é possível fazer equivalência ao atendimento das necessidades coletivas. Essa ideia de atender às necessidades individuais é muito utilizada pela educação física. A individualidade biológica é o primeiro e mais importante fator a ser considerado: refere-se ao “indivíduo”, é a originalidade própria de cada “ser”.

A epidemiologia, ao considerar a saúde e a doença na sua dimensão coletiva, é capaz de produzir, para a prática, um conhecimento de uma população.

Como ciência, a epidemiologia, que se preocupa em estudar os fenômenos da saúde e da doença em grupos populacionais, aplica-se a: descrever as condições de saúde da população; investigar os fatores determinantes da situação da saúde; e avaliar o impacto das ações para alterar as condições de saúde.

O primeiro estudo epidemiológico, considerado como clássico, foi o de Morris, em 1953, quando comparou trabalhadores, motoristas e cobradores de ônibus da cidade de Londres e verificou que os cobradores, por exercerem uma atividade de maior gasto energético, apresentavam menor taxa de morte por doenças coronarianas.

A epidemiologia, em nosso país, tem demonstrado grandes avanços nas últimas duas décadas, tanto na área de atuação, de métodos e de técnicas, como no número crescente de profissionais, que atuam, em sua maioria, em serviços públicos de saúde, em ensino superior e em pesquisa.

No século XIX, a epidemiologia detinha-se a estudar as doenças infecciosas e suas respectivas cadeias causais. Com o avanço das ciências médicas, começou a ocorrer a transição epidemiológica (evolução da sociedade tradicional para a sociedade moderna), onde as doenças infecciosas passaram a dar lugar às doenças relacionadas ao estilo de vida, ou doenças crônico-degenerativas.

Considerando o contexto atual, após a Segunda Guerra ocorreram mudanças no perfil de morbidade e de mortalidade, devido ao desenvolvimento tecnológico que, na saúde, foram as descobertas das vacinas, dos antibióticos, dos métodos para diagnósticos e das técnicas cirúrgicas. Esses avanços contribuíram para reduzir o número de doenças infecciosas e para o aumento das doenças não infecciosas.

Hoje, a nível mundial, as doenças não infecciosas como o diabetes, que estão diretamente relacionadas ao estilo de vida, lideram os problemas de saúde pública mundial. Sabemos que ser um indivíduo fisicamente ativo é um grande passo para evitar grande parte dessas condições de saúde. E, inverter esta situação é o papel de todos nós. Isso pode parecer óbvio, mas muitas vezes, estar ciente das ameaças às quais estamos sujeitos pode fazer toda a diferença na forma como as coisas são percebidas, diagnosticadas, controladas e tratadas.

comments

Sobre o autor

Edison Marchand

Edison Marchand

Educador físico, pós-graduado em Ginástica Médica e em Atividades Físicas e Exercícios Resistidos na Saúde, na Doença e no Envelhecimento, e tem mestrado em Enfermagem/Saúde. Há mais de 20 anos desenvolve e orienta atividades físicas com pessoas portadoras de patologias ou não, no seu Centro de Atividade Física Personalizada (CAFP). Seu trabalho é interligado a médicos de diversas especialidades, os quais encaminham seus pacientes para que os exercícios terapêuticos façam parte do tratamento. Ao longo de sua carreira, Edison lidou com pacientes diabéticos em um Programa de Assistência aos Diabéticos dentro do Hospital Universitário em Rio Grande, proferiu palestras e cursos, e publicou livros por editoras de Universidades Federais.