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EQUILÍBRIO EMOCIONAL PARA LIDAR COM O DIABETES

Equilíbrio emocional
Dra. Maritza Bendayan

Gerenciar o diabetes é um desafio, o qual exige envolvimento físico, mental e emocional. O paciente precisa dar atenção constante ao plano de tratamento desenvolvido por seu médico (ou equipe médica). Isto inclui mudanças no estilo de vida, como seguir uma alimentação saudável, praticar exercícios regularmente e manter uma atitude positiva. Além disso, manter um equilíbrio emocional pode ajudar os diabéticos a manter seus níveis de glicose sob controle, o que contribui para evitar as possíveis complicações do diabetes.

Nossas emoções bem trabalhadas são sábias, guiam nossos pensamentos, nossos valores, o nosso sustento. Daniel Goleman, famoso psicólogo americano afirma em seu livro “Inteligência Emocional”, que ter o controle de nossas emoções é a chave para o sucesso. Goleman enfatiza sobre a importância de reconhecer nossa própria vida emocional. “As pessoas que conhecem as suas emoções são capazes de lidar melhor com as mudanças”, disse ele.

E ainda… “Nossas emoções podem dificultar ou favorecer nossas atitudes em algumas situações:

  • Na nossa capacidade de pensar e planejar;
  • Para determinar e alcançar um objetivo distante;
  • Para resolver problemas e conflitos;

Se estamos motivados por sentimentos de excitação e prazer, esses sentimentos podem nos ajudar a alcançar o sucesso”.

Sendo assim, devemos:

  1. Expressar emoções positivas: não devemos ter medo ou vergonha de expressar bons sentimentos como amor, alegria, bom humor, esperança; e, da mesma maneira, devemos livrar-nos dos sentimentos negativos como raiva, culpa, ressentimento, medo. E, assim, buscar um equilíbrio emocional.
  2. Aceitar-nos como somos. Somos todos diferentes e todos nós temos pontos fortes e fracos; Algumas pessoas são divertidas, algumas inteligentes, outras são boas em esportes. Isso mesmo, somos todos diferentes, mas todos temos uma coisa em comum: ninguém é perfeito. Sendo assim, considerar que existem diferenças entre cada um de nós e aceitar as pessoas como elas são, não significa que não precisamos fazer esforços para mudar e melhorar, mas simplesmente que não devemos nos punir ou desprezar a nós mesmos por sermos como somos. Ou seja, cada um deve se amar como é, apesar de seus defeitos e problemas, mas sem esquecer de tentar superar estas deficiências.
  3. Manter-nos ativo. A prática de exercícios melhora a saúde e o humor, ajuda a dormir e se concentrar melhor. Exercitar-se não significa apenas ir para uma academia, mas permanecer ativo durante todo o dia, fazendo coisas como caminhar, realizar tarefas domésticas, cuidar do jardim, dançar ao ouvir uma música, etc. Cada um precisa encontrar a atividade física que goste e pratica-la regularmente.
  4. Fazer as coisas que gostamos e que fazemos bem. Pensar naquelas coisas que gostamos e que nos fazem bem, aquelas atividades que, ao fazê-las, parece que o tempo voa e ficamos mais relaxados. Devemos ter um tempo para realizá-las, independentemente de quão apertada pareça estar a nossa agenda. Fazer isso ajudará a aumentar a autoestima, a se sentir melhor, a esquecer os problemas por um tempo e assim, aproveitar mais a vida.
  5. Falar sobre os sentimentos e pedir ajuda, se necessário. Isto é superimportante, mas algumas vezes pode ser difícil. Compartilhar nossos sentimentos com os outros nos ajuda a nos sentirmos melhores. Se decidimos esconder nossos problemas, muitas vezes isto pode ser uma fonte de estresse devido ao esforço necessário para o segredo. Quando sentimos que não estamos conseguindo lidar sozinhos com nossas dificuldades, é recomendável procurar ajuda de um psicólogo ou outro profissional que possa nos aconselhar para enfrentar a situação.

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Sobre o autor

Dra. Maritza Bendayan

Dra. Maritza Bendayan

Ela é psicóloga clínica, com especialização em psicoterapia cognitivo-comportamental. Possui mais de 30 anos de experiência fazendo parte de equipes multidisciplinares para o gerenciamento de Conduta, Desenvolvimento e Neurociência Infantil; Endocrino-pediatría, controle do Diabetes e Obesidade.