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CUIDADORES QUE LIDAM COM DIABETES

pessoas sem diabetes que lidam com diabetes
Dra. Maritza Bendayan

No tratamento do diabetes, há uma personagem que muitas vezes passa despercebida. Esta é a pessoa que ajuda ou dá assistência ao indivíduo em seu tratamento e, em geral, em seus cuidados. Esse esquecimento é injusto, uma vez que o cuidador deve mostrar integridade e firmeza e cuidar da pessoa diagnosticada, mesmo que se sinta triste e deprimido demais. O apoio social inadequado pode ser tão perigoso quanto à falta de exercícios, pressão alta, obesidade ou colesterol alto.

Aqui estão algumas considerações sobre a questão do Cuidador:

  • Essa pessoa deve entender o que é diabetes, quais são os tipos diferentes de diabetes (1 e 2) e que estes não podem ser tratados como se fossem a mesma coisa.
  • Deve entender o que é insulina e porque é tão importante para a sobrevivência do indivíduo. A compreensão do metabolismo básico da insulina irá ajudar a entender a importância dos carboidratos complexos na vida do paciente. Também será capaz de ajudá-lo a determinar a quantidade de insulina necessária para evitar a hipoglicemia ou hiperglicemia.
  • Deve aprender a aplicar as injeções de insulina, já que esta prática é extremamente útil, especialmente em recém-diagnosticados com diabetes tipo 1 que, exigem calma e paciência até que possam gradualmente aprender a injetar-se.
  • Deve estar ciente e considerar que a administração do diabetes é um trabalho árduo e exige tempo integral. Que as pessoas que possuem diabetes não escolheram ter esta condição, não querem e não podem renunciar a ela. Trata-se de pensar sobre o que, quando e quanto comer, enquanto equilibram exercícios, medicamentos, estresse, monitoramento de glicose no sangue e muito mais.
  • Deve saber que não deve tentar tranquilizar os pacientes, dizendo coisas como: “Poderia ter sido pior… você poderia ter tido câncer.” Isso não faz a pessoa com diabetes se sentir melhor e a mensagem implícita é que o diabetes não é grande coisa, porém, sabe-se que é.
  • Deve incentivá-los, aumentando sua auto-estima e no quanto são úteis. À medida que o paciente trabalha duro para controlar o diabetes com êxito, basta saber que você se importa. Esta atitude pode ser útil e motivadora. Mas sempre pergunte antes de tomar alguma atitude, não se imponha ao paciente.
  • Você pode propor mudanças necessárias no estilo de vida do diabético. Mostrando-lhe que ele não esta só para mudar hábitos alimentares ou iniciar um programa de exercícios. Esta atitude pode ser poderosa.

Embora seja importante prestar atenção às necessidades das pessoas com diabetes, fazendo com que o paciente se sinta bem e confortável, o cuidador deve reservar um tempo para si, para que não se sinta sobrecarregado pelas responsabilidades e tarefas que precisa assumir com o paciente.

Ser um cuidador ou assistente voluntário para alguém com diabetes pode ser um desafio, mas pode ser muito gratificante. Se você que acompanha um diabético se sentir bem,  a família se sentirá bem.

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Sobre o autor

Dra. Maritza Bendayan

Dra. Maritza Bendayan

Ela é psicóloga clínica, com especialização em psicoterapia cognitivo-comportamental. Possui mais de 30 anos de experiência fazendo parte de equipes multidisciplinares para o gerenciamento de Conduta, Desenvolvimento e Neurociência Infantil; Endocrino-pediatría, controle do Diabetes e Obesidade.

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