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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL SEM IR À FALÊNCIA

comer bem e barato

Um estudo recente realizado na Universidade de Harvard avaliou os hábitos alimentares da população norte-americana classificada segundo seu nível socioeconômico. O resultado, depois de uma década de pesquisas, foi inesperado e paradoxal, porque, por um lado, observou-se que os hábitos alimentares globais melhoraram com tendências claras de aumento do consumo de alimentos saudáveis ​​e naturais, mas em contraponto, a população norte americana passou a gastar boa parte do seu salário para manter uma dieta saudável.
Os dados também indicaram que as classes mais baixas socioeconomicamente, não só não melhoraram seus hábitos alimentares, mas na verdade até pioraram, porque a prioridade para essas pessoas era comer pelo menos uma ou duas refeições por dia, sem relação à qualidade da  refeição. Claramente, é uma questão de poder de compra.
Nesse caso, é aconselhável criar uma estratégia para alimentar-se de maneira saudável sem ir à falência e, para isso, precisamos desenvolver algumas técnicas fáceis de implementar tais como as listadas abaixo:

1. Planeje suas compras de alimentos. Não importa o quão grande seja a sua família, a melhor ideia seria preparar com antecedência um menu semanal, que inclua uma variedade de alimentos saudáveis e que esteja de acordo com as preferências e orçamento familiar. Converse com os membros da família e anote 3-5 menus / semana para cada refeição que satisfaça as suas preferências. Este plano irá permitir que você procure por ingredientes de qualidade e controle os gastos.

2. Use panfletos e procure promoções e ofertas especiais. Apesar de ser um pouco entediante, é incrível o que você pode economizar se forem verificadas e comparadas as ofertas de supermercados, nós podemos fazer isso por meio da internet ou jornais e revistas que estão disponíveis gratuitamente. Esta tarefa pode ser um pouco demorada, mas vale a pena o esforço.

3. Aproveite os mercados locais. Esta é uma excelente maneira de comprar ingredientes mais frescos, mais baratos e, ao mesmo tempo, apoiar os pequenos agricultores da comunidade. Da mesma forma que nos grandes supermercados, isto deve ser feito seguindo uma lista de compras, a qual deve ser elaborada para evitar correr o risco de comprar de forma desordenada e evitar gastar mais dinheiro do que o necessário.

4. Tente implementar alguns dias vegetarianos. Refeições com carne vermelha, laticínios e peixes são as mais caras. Programe um ou dois dias, onde apenas saladas, frutas, legumes, cereais integrais, tofu e sementes sejam consumidas de maneiras diferentes. Assim, você poderá reduzir os gastos com comida, além de manter sua família longe de muitas doenças que são frequentemente associadas ao consumo excessivo de carne vermelha e laticínios regulares.

5. Para garantir o consumo de vegetais e frutas, deixe-nos ajudar com os congelados: mesmo quando sabemos que o ideal é comer frutas e vegetais frescos, muitas vezes perdemos dinheiro ao fazer esta escolha, pois compramos estes alimentos, mas acabamos não dando conta de preparar e comer tudo a tempo, então eles estragam e temos que descarta-los. É por esta razão que as suas versões congeladas podem ser úteis para organizar o menu semanal, sem perder dinheiro e sem desperdício.

6. Compre os alimentos da época: não esqueça que os vegetais da estação costumam ser encontrados com menor preço e com certeza, com melhor qualidade.

7. Use as sobras. Qualquer alimento que sobre de uma refeição pode ser usado para preparar novos pratos, se você usar um pouquinho de imaginação. O alimento é dinheiro, não jogue fora!

8. Armazenamento de alimentos. Certifique-se de colocar os alimentos individualmente em sacos plásticos antes de congelar. Será mais fácil e rápido descongelar apenas a parte que você vai comer, evitando desperdícios e permitindo que você desfrute do alimento até a última porção.

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Dra. Montserrat Rodríguez

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