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A EVOLUÇÃO DA PRÁTICAS CORPORAIS

Edison Marchand
Escrito por Edison Marchand

Muitos estudos demonstram que programas de exercícios físicos trazem benefícios à aptidão física, aos níveis lipídicos do sangue (colesterol), à pressão arterial, à densidade óssea, à composição corporal, à sensibilidade à insulina e à tolerância à glicose, todos de extrema importância para quem tem diabetes.

Os estudos epidemiológicos sobre atividade física visam estudar o sedentarismo como fator de risco e o estilo de vida ativo como fator de proteção à saúde. Outros fatores são considerados desencadeantes de novas epidemias, tais como a industrialização e a expansão dos centros urbanos. E alguns fatores são considerados determinantes da ocorrência de doenças e de maior mortalidade, tais como as más condições de trabalho, de moradia e de saneamento básico.

Adotar alguma forma de atividade física é necessário, seja nas atividades do cotidiano, no trabalho, no lar, ou nos deslocamentos diários, porque essas atividades favorecem o maior gasto calórico e isso está associado às menores morbidade e mortalidade por diversas condições de saúde.

O movimento corporal tem sido a forma de expressão individual e sócio-cultural do homem, de acordo com suas necessidades e características. Desde os tempos mais remotos, o ser humano necessitava de suas capacidades físicas para lutar, correr e coletar alimentos, para poder sobreviver. Na antiga Grécia, a atividade física era desenvolvida na forma de ginástica, com o objetivo de treinamento militar para a guerra, ou para treinamento de gladiadores.

Com a evolução, os padrões de movimentos foram modificando-se e, com isso, ampliando as habilidades gestuais. Assim como o movimento humano evoluiu, o seu desenvolvimento também progrediu e favoreceu seu relacionamento com o seu meio para saciar suas necessidades e interesses.

As práticas corporais passaram de meio de sobrevivência para treinamento militar e, após, para jogos desportivos. Com esse processo, mudou-se a concepção sobre as práticas corporais, que passaram a ser vistas como uma necessidade educativa, necessitando de aprofundamento pedagógico e científico.

No Brasil, no século XIX, os programas de atividade física iniciaram fundamentados na medicina, que objetivava a formação de um indivíduo saudável. Posteriormente, na década de 30, os programas de atividade física tomaram a tendência militarista. Na década de 40, a educação física ingressou na área pedagógica; e na década de 70, surgiu a educação física esportiva, que objetivava formar equipes para competir.

Hoje, a atividade física é vista como qualquer movimento corporal, produzido pelo trabalho músculo-esquelético, que despende energia, e está presente em praticamente todas as sociedades. Sendo assim, não há motivos nem desculpas para ser um indivíduo sedentário. Basta descobrir qual a modalidade mais indicada para você… caminhada, dança, yoga, musculação, natação, corrida, bicicleta, artes marciais… enfim… opções não faltam! Então, mexa-se!

*Não perca o próximo artigo do Educador Físico Edison Marchand – Movimente-se para uma Vida mais Saudável!!

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Sobre o autor

Edison Marchand

Edison Marchand

Educador físico, pós-graduado em Ginástica Médica e em Atividades Físicas e Exercícios Resistidos na Saúde, na Doença e no Envelhecimento, e tem mestrado em Enfermagem/Saúde. Há mais de 20 anos desenvolve e orienta atividades físicas com pessoas portadoras de patologias ou não, no seu Centro de Atividade Física Personalizada (CAFP). Seu trabalho é interligado a médicos de diversas especialidades, os quais encaminham seus pacientes para que os exercícios terapêuticos façam parte do tratamento. Ao longo de sua carreira, Edison lidou com pacientes diabéticos em um Programa de Assistência aos Diabéticos dentro do Hospital Universitário em Rio Grande, proferiu palestras e cursos, e publicou livros por editoras de Universidades Federais.